A permissa: No top da Associação de Assassinos japoneses, Miyuki Minazuki, cujo nome de código é “Stray Cat”, ocupa a terceira posição. É óbvio, claro, que ainda que esta seja uma posição de prestígio, qualquer um ambiciona ser o número 1 desse top. Por essa razão, Minazuki não está para perder oportunidades de subir na carreira. A oportunidade de ouro aparece quando ela é chamada pela própria associação para eliminar o actual assassino #1. No entanto, esta não vai ser uma tarefa fácil, até porque Minazuki não é a única com ambições.
O veredícto: Há quem diga que é uma obra de arte do realizador Seijun Suzuki. Eu digo que é um abuso abstraccionista sem pés nem cabeça. Com uma excelente premissa, “Pistol Opera” passa completamente ao lado do que poderia ser uma excelente história. A própria narrativa parece ter surgido tão aleatoriamente quanto um sorteio do Totoloto. Mais um triste desperdício de cinema em nome da arte.