Passado na Coreia do século XVIII, Forbidden Quest narra a história de Kim Yoon-suh, um membro erudito da corte, muito respeitado pela sua obra literária mas visto como um cobarde incapaz de defender até a própria família. Quando um dia lhe vem parar às mãos um romance erótico de In Bong, um famoso escritor de que nunca tinha ouvido falar, Yoon-suh entusiasma-se com o seu conteúdo e propõe-se a escrever um romance do género, mas cedo descobre que a tarefa será mais árdua do que espera.
Para complicar, durante o processo de escrita surge a ideia de ilustrar o romance com gravuras, mas as posições imaginadas por Yooh-suh são tão invulgares que o desenhador Lee Gwang-hun, não consegue passá-las para papel.
No meio disto tudo há ainda, claro, uma mulher. E não é uma mulher qualquer. Chama-se Jung-bin e é a concubina favorita do rei. Por outras palavras, Yoon-suh e Gwang-hun não podiam ter feito uma escolha mais arriscada para a musa e modelo da sua obra.
Kim Dae-woo estreia-se na realização depois de ter assinado uns quantos argumentos para terceiros. Safa-se relativamente bem, quer tecnicamente quer na abordagem temática, e constrói um filme que, ainda que seja um desafio à paciência do espectador graças às duas horas e tal de duração, revela um realizador seguro e confiante.
Apesar do ritmo lento, a progressão da narrativa é bem pontuada e coerente, e o tom é sabidamente gerido de acto para acto. A fotografia e a direcção artistica não passam despercebidas e envolvem a história nos ambientes certos. Drama e comédia complementam-se e o resultado é um filme ligeiro sobre o sexo e a criatividade sobreviverem sob o peso dos tabus sociais e da repressão sexual.