Associada à natureza intrisicamente dinâmica da 7ª
arte está uma constante renovação e retorno cíclico
a tendências e temáticas cinematográficas.
O exemplo mais recente é o regresso em força do
cinema de época que é um fenómeno verdadeiramente
global, com expressão em ambos os lados do Pacífico.
Esta mega produção Coreana cuja acção decorre na
China, 1375.
As relações entre a nação Coreana e Ming não são
muito boas, e quando um corpo diplomata da Coreia
chega à China, as tropas prendem os seus
visitantes como espiões, exilando-os numa ilha
deserta.
O filme conta-nos a história de 9 guerreiros
Koryo, que escapam que se vêem a par com uma
decisão dificil: voltar para a Coreia não
conseguindo suportar a vergonha ou ficar na
China e assinarem a sua sentença de morte.
Um filme envolvente desde o início até ao fim,
onde fãs de arte marcial baseada em fios, irão
ficar desapontados, pois a acção é mais no género
tradicional e não ao estilo Wuxia.
Um filme com a sensibilidade do Realizador Zhang
Yimou, e a sua visão fantasiosa do género Wuxia,
com um orçamento de 30 milhões dólares, Hero é um
dos filmes mais caros de todo sempre da China.
Nameless (Jet Li) é chamado ao reinado Qin para
contar a história de como conseguiu derrotar 3
dos mais infames assassinos do império Zhao: Broken
Sword (Tony Leung), Flying Snow (Maggie Cheung),
e Sky (Donnie Yen). Da resolução deste acontecimento
com o Imperador o destino de Nameless bem como
da nação se decidirá.
Candidato a Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
de 2003, é na minha opinião uma Obra-Prima.
"Tasogare Seibei" é baseado numa novela de
Shuhei Fujisawa e é o 77º filme de um veterano
do cinema japonês, Yoji Yamada.
Conta-nos uma história do séc. XIX, onde um
samurai na escala social mais baixa, recusa-se
a lutar.
Quebrando os clichés de "filme de samurais",
Yamada descreve o dia-a-dia de um samurai,
numa altura em que o fim da era da espada se
aproxima. O combate final funciona como um
canto de cisne, para uma que tem os dias
contados.
Apesar de não ter ganho o Leão de Ouro do
Festival de Cinema de Berlim, a critíca acolheu
muito bem o filme, que no seu pais de origem é
já um sucesso para todas as idades, em especial
para a geração mais velha.
Gangs of New York é grande, arrojado e belo (e
longo - quase 168 minutos) e motivo de orgulho
para Martin Scorsese, que por mais de 2 décadas,
acalentou a esperança de o fazer. Baseado num
livro de Herber Asbury, dá-nos uma perspectiva
da história e cultura americana do final do
séc XIX.
Candidato ao Oscar de Melhor Filme de 2003,
acabou por não arrecadar o tão cobiçado prémio.
Se a exibição do Gangs of New York, é já uma
realidade, resta-nos aguardar que o recente
sucesso do cinema asiático em Portugal, nos
permita também apreciar algumas destas pérolas
do Oriente. Quem sabe se não se avizinha uma
nova
época na distribuição em Portugal! Para os
mais impacientes ou com menos fé nas distribuidoras
portuguesas, resta sempre a hipótese de recorrerem
aos nossos serviços ;)