Uma expedição sul-coreana composta por seis elementos embarca numa aventura rumo ao “Pólo da Inacessibilidade”, no Pólo Sul, um dos pontos mais remotos do antárctico. No passado, muitas expedições com o mesmo objectivo sucumbiram pelo caminho e apenas uma foi bem sucedida. Desde então já passaram 50 anos. A equipa sul-coreana parte consciente que tem apenas 60 dias para alcançar esse objectivo antes do fatídico pôr-do-sol.
Com o relógio a contar e as adversidades a surgirem em catadupa, o sucesso da expedição e o bem-estar físico e mental dos indivíduos parecem cada vez mais incompatíveis. O ponto viragem acontece quando encontram um diário de uma anterior expedição britânica de 1922 e descobrem que estranhas ocorrências do passado se repetem agora. O facto de a expedição britânica ter desaparecido sem rasto também não ajuda à moral da equipa.
O realizador Im Pil-Sung levou cinco anos a concretizar este seu sonho. Nota-se que não lhe faltou dinheiro de produção e que o aspecto visual do filme mereceu uma atenção cuidada e constante, mas há também a preocupação em contar uma história e reflectir sobre a condição humana.
Antarctic Journal é manchado por uma certa banalidade na introdução das personagens e o desenvolvimento da narrativa é marcado por alguns dispensáveis truques que induzem o espectador a pensar que está perante um novo The Thing. É nesse momento que Im Pil-Sung puxa o tapete revelando um drama de natureza psicológica assente nos medos e inseguranças de um grupo de homens colocados numa situação extrema. Antactic Journal é um filme interessante, mas peca, acima de tudo, por ser pouco mais de metade daquilo que poderia ser.
Comentários áudio, making off, cenas eliminadas, entrevistas, storyboards, etc. Como complemento aos conteúdos adicionais dos dois discos que formam esta edição limitada, a embalagem inclui ainda um booklet em forma de diário. Infelizmente, tanto o booklet como os extras estão em coreano.