HomePage > Crónicas > José V. Mendes > Song Hye-Sung 01:33 - 09 Sep 2010
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Song Hye-Sung
Park Chan-Wook

IDENTIDADE

Trintão. Foi desde sempre um apaixonado pelo cinema e realização. Estudou na prestigiada Universidade de Hanyang em seul. Começou a trabalhar como assistente de realização e como argumentista. Em 1996, o seu primeiro argumento, Born To Kill, é levado ao ecrã por Jang Hyeon-Su.
Três anos mais tarde, assina a sua primeira longa-metragem, Kara, unaninamente saudada pela crítica do seu país. Em 2001, insiste com Failan, no qual participa a grande estrela coreana Choi Min-Sik – o actor de Shiri, Embriagado de Amor e Pintura e Oldboy – Velho Amigo, que encarna com intensidade um ex-gangster, num filme que arrecada Grand Bel Awards (os Oscar Coreanos) e o Grande Prémio do Filme Asiático de Deauville 2002.

INFLUÊNCIA

Como muitos realizadores coreanos, vive um pouco na sombra de Takeshi Kitano. Nos seus filmes, encontramos o mesmo gosto por personagens secretas, que tentam passar os seus traumas para a violência. Isto mesmo é explícito em Failan, baseado num romance nipónico, obra que tem algumas semelhanças com Hana-Bi – Fogo de Artifício.

Born to Kill Failan

IMAGEM

Através das suas três longa-metragens, incluindo o argumento que escreveu (Born To Kill, Kara e Failan), Song Hye-Sung demonstra apetência pelos melodramas. Cada um dos seus filmes tenta, à sua maneira, descrever os poderes redentores e destruidores de uma paixão amorosa. As suas tramas articulam-se sempre em torno de um eixo comum: um homem em ruptura com o mundo que o rodeia vai buscar apoio numa mulher. Por isso, alguma crítica acusa o cinema de Song Hye-Sung de ao nível dos argumentos, ser marcado por sentimentalismo algo forçado. Pelo contrário, a sua realização assenta numa enorme sensibilidade e num jogo de contrastes estéticos, como a câmara a movimentar-se passo a passo e de uma forma precisa e instintiva para arrancar cá para fora os tormentos interiores dos protagonistas.

José V. Mendes (Editor)
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