Trintão. Foi desde sempre um apaixonado pelo cinema e realização.
Estudou na prestigiada Universidade de Hanyang em seul. Começou a
trabalhar como assistente de realização e como argumentista. Em 1996, o
seu primeiro argumento, Born To Kill, é levado ao ecrã por Jang
Hyeon-Su. Três anos mais tarde, assina a sua primeira
longa-metragem, Kara, unaninamente saudada pela crítica do seu
país. Em 2001, insiste com Failan, no qual participa a grande
estrela coreana Choi Min-Sik – o actor de Shiri, Embriagado
de Amor e Pintura e Oldboy – Velho Amigo, que encarna com
intensidade um ex-gangster, num filme que arrecada Grand Bel Awards
(os Oscar Coreanos) e o Grande Prémio do Filme Asiático de Deauville 2002.
INFLUÊNCIA
Como muitos realizadores coreanos, vive um pouco na sombra de Takeshi
Kitano. Nos seus filmes, encontramos o mesmo gosto por personagens
secretas, que tentam passar os seus traumas para a violência. Isto mesmo
é explícito em Failan, baseado num romance nipónico, obra que tem
algumas semelhanças com Hana-Bi – Fogo de Artifício.
IMAGEM
Através das suas três longa-metragens, incluindo o argumento que escreveu
(Born To Kill, Kara e Failan), Song Hye-Sung
demonstra apetência pelos melodramas. Cada um dos seus filmes tenta, à sua
maneira, descrever os poderes redentores e destruidores de uma paixão
amorosa. As suas tramas articulam-se sempre em torno de um eixo comum: um
homem em ruptura com o mundo que o rodeia vai buscar apoio numa mulher.
Por isso, alguma crítica acusa o cinema de Song Hye-Sung de ao nível
dos argumentos, ser marcado por sentimentalismo algo forçado. Pelo contrário,
a sua realização assenta numa enorme sensibilidade e num jogo de contrastes
estéticos, como a câmara a movimentar-se passo a passo e de uma forma
precisa e instintiva para arrancar cá para fora os tormentos interiores dos
protagonistas.