Tem 47 anos. Juntamente com Kang Jegyu, o realizador do emblemático
Shiri, são as duas figuras mais populares do cinema coreano. Isso
deve-se sobretudo ao seu estatuto de criadores de comédias românticas como
A Marriage Story ou That Woman, That Man que foram um
sucesso nacional. Kim Eui-Suk é licenciado em cinema pela famosa
Academia Coreana de Artes Cinematográficas e depois de 1995 fundou a sua
própria companhia de produção. Sword In The Moon, o seu último
filme no género artes marciais, foi apresentado na sessão Un Certain
Regrad em Cannes.
INFLUÊNCIA
Com Marriage Story, lançado em 1992, que narra as peripécias
amorosas de dois jovens esposos, Kim Euisuk participou na
emancipação do cinema coreano. Baseado no modelo de comédias românticas
“hollywoodescas”, a sua primeira longa-metragem foi um enorme sucesso na
Coreia e veio provar que o monopólio das produções americanas podia ser
combatido. Para tal, aplicou a mesma receita nos seus filmes seguintes,
antes de se virar para os melodramas clássicos. Sword In The Moon
marca uma nova reviravolta na sua filmografia, numa assumida vontade de
agradar primeiro ao mercado local com filmes de artes marciais, e frescos
históricos, com referências ao clássico de Akira KurosawaA
Sombra do Guerreiro ou a O Tigre e o Dragão, de Ang Lee.
IMAGEM
É um realizador muito apegado a modelos tradicionais, comprovados e pouco
originais. Mas se Sword In The Moon não convence por aí além como
filme de artes marciais, o mesmo não se pode dizer das comédias românticas
onde Kim Eui-Suk se movimenta como peixe na água.