HomePage > Crónicas > José V. Mendes > Im Kwon-Taek 12:38 - 05 Sep 2010
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Im Kwon-Taek
Im Kwon-Taek

IDENTIDADE

Tem 68 anos. Com quarenta anos de carreira e quase cem filmes realizados, Im Kwon-taek é um dos cineastas com maior filmografia no seu país e no mundo inteiro. Nascido no seio de uma família arruinada pela Guerra da Coreia, ainda jovem começou a trabalhar numa fábrica que reciclava botas do exército americano. Curiosamente, é nessa mesma empresa que decide lançar-se na produçaõ cinematográfica, e ela acaba por forjar um novo destino profissional ao jovem operário. Realizou a sua primeira longa-metragem em 1962, Farewell to the Duman River, e as suas produções seguintes são marcadas pela mistura de géneros então em voga, variando entre filmes de guerra, filmes de sabres e policiais. Só nos anos 80 começou a assumir um trabalho mais pessoal e de autor, que lhe abriu as portas dos festivais internacionais e lhe deu projecção fora do seu país. Este reconhecimento, um tanto tardio, permite-lhe chegar a um público ocidental cada vez mais mais vasto e é talvez o realizador mais conhecido internacionalmente. Chunhyang (2000), e sobretudo Embriagado de Amor e Pintura - em Portugal -, com o qual ganhou o Prémio de Realização em Cannes 2002, são talvez os seus filmes mais reconhecidos actualmente. Em Setembro passado, apresentou, na Mostra de Veneza, Low Life, um filme que segue um indivíduo e as mudanças históricas da Coreia ao longo de quase trinta anos, desde os últimos dias do Presidente Rhee-Seung-man, na década de 60, aos anos de corrupção na década de 80.

INFLUÊNCIA

Tem uma filmografia mito eclética que vem dos tempos em que era um tarefeiro, daí que seja difícil definir o seu estilo e as suas influências. De qualquer modo, as suas realizações são marcadas por uma certa tradição clássica do cinema oriental, que vão de Ozu a Mizoguchi, passando por Oshima e Kurosawa.

Chihwaseon Low Life

IMAGEM

É uma espécie de Manoel de Oliveira do cinema coreano. Dos filmes de vários géneros realizados na sua juventude aos frescos históricos que marcam os seus dois últimos filmes, fez de tudo no cinema coreano. Respeitado por todos, pode de alguma forma afirmar-se que é o mestre e o percursor da variedade de géneros que marca a nova geração de cineastas e a actual “grande onda” do cinema coreano. A Berlinale 2005 homenageou-o há dias com o Prémio de Carreira.

José V. Mendes (Editor)
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