HomePage > Crónicas > José V. Mendes > Hong Sang-Soo 12:32 - 05 Sep 2010
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Hong Sang-Soo
Hong Sang-Soo

IDENTIDADE

Tem 44 anos. Filho de um produtor de cinema falido, jurou em princípio não seguir as pisadas no ramo. Mas o bicho do cinema foi mais forte e, tal como a maioria dos colegas realizadores, acabou por ingressar na Universidade de Chungang em Seul. Prosseguiu a sua formação nos EUA, no Art Institute de Chicago, e de seguida viajou para França, onde viveu uns tempos e se tornou um frequentador assíduo da Cinemateca de Paris. De regresso a casa, realizou as suas primeiras longas-metragens em 1996 ao mesmo tempo que leccionava a disciplina de argumento na Korean National university of Arts. Em 1998 apresentou a sua primeira longa- metragem, intitulada The Power of Kangwon Province, na secção un certain regrad em Cannes, e depois tambem Virgin Stripped Bare by her Bachelors (2000) e Turning Gate (2002). No ano passado, já esteve na Competição Oficial com Woman is The Future of Man.

INFLUÊNCIA

Das sessões a que assistiu na Cinemateca de Paris, parece guardar uma certa aproximação ao cinema europeu, a ponto de afirmar que o visionamento de Diário e Um Pároco de Aldeia, de Robert Bresson, foi determinante para a sua formação como realizador. Estas boas influências podem ser confirmadas na forma como Hong Sang-Soo dirige os actores e como enquadra as suas cenas. Woman is The Future of Man, um retrato vigoroso e amoroso de um grupo de trintões um pouco perdidos ao nível dos sentimentos, parece demonstrar tudo isso num filme que parece cruzar, para além de Bresson, o cinema de dois ouros grandes e ilustres realizadores franceses: François Truffaut e Eric Rohmer.

Turning Gate Woman is the Future of Man

IMAGEM

É um dos melhores realizadores da sua geração e o seu cinema ocupa actualmente um lugar muito particular no cinema de autor coreano. Tem um discurso assumidamente livre e naturalista, que se nota no ritmo colocado na direcção de actores e nos personagens, que estão longe de ser grandiosos, sendo antes pessoas comuns. Talvez por isso os seus filmes tenham um tom minimalista, carregado de poesia, melancolia, humor e ironia, aliás como é a vida em geral.

José V. Mendes (Editor)
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