Tem 44 anos. Filho de um produtor de cinema falido, jurou em princípio não
seguir as pisadas no ramo. Mas o bicho do cinema foi mais forte e, tal como
a maioria dos colegas realizadores, acabou por ingressar na Universidade de
Chungang em Seul. Prosseguiu a sua formação nos EUA, no Art Institute de
Chicago, e de seguida viajou para França, onde viveu uns tempos e se tornou
um frequentador assíduo da Cinemateca de Paris. De regresso a casa,
realizou as suas primeiras longas-metragens em 1996 ao mesmo tempo que
leccionava a disciplina de argumento na Korean National university of Arts.
Em 1998 apresentou a sua primeira longa- metragem, intitulada The Power
of Kangwon Province, na secção un certain regrad em Cannes, e depois
tambem Virgin Stripped Bare by her Bachelors (2000) e Turning Gate
(2002). No ano passado, já esteve na Competição Oficial com Woman is The
Future of Man.
INFLUÊNCIA
Das sessões a que assistiu na Cinemateca de Paris, parece guardar uma
certa aproximação ao cinema europeu, a ponto de afirmar que o visionamento
de Diário e Um Pároco de Aldeia, de Robert Bresson, foi
determinante para a sua formação como realizador. Estas boas influências
podem ser confirmadas na forma como Hong Sang-Soo dirige os actores
e como enquadra as suas cenas. Woman is The Future of Man, um retrato
vigoroso e amoroso de um grupo de trintões um pouco perdidos ao nível dos
sentimentos, parece demonstrar tudo isso num filme que parece cruzar, para
além de Bresson, o cinema de dois ouros grandes e ilustres
realizadores franceses: François Truffaut e Eric Rohmer.
IMAGEM
É um dos melhores realizadores da sua geração e o seu cinema ocupa
actualmente um lugar muito particular no cinema de autor coreano. Tem um
discurso assumidamente livre e naturalista, que se nota no ritmo colocado
na direcção de actores e nos personagens, que estão longe de ser grandiosos,
sendo antes pessoas comuns. Talvez por isso os seus filmes tenham um tom
minimalista, carregado de poesia, melancolia, humor e ironia, aliás como é
a vida em geral.