Tem 35 anos. Estudou Sociologia ao mesmo tempo que era responsável pelo
cineclube da sua Universidade. Em 1994 entrou para a Academia de Artes
Cinematográficas coreana para estudar realização e aí assinou várias
curtas-metragens. Já licenciado, começou a trabalhar como assistente de
realização ao mesmo tempo que escrevia argumentos para outros realizadores,
nomeadamente Phantom (1999), de Min Byung-Chun, um thriller
sobre um submarino nuclear que cai numa armadilha nas águas do Pacífico.
No mesmo ano, assinou a sua primeira longa-metragem, uma comédia burlesca
intitulada Barking Dogs Never Bite. Mas o seu grande filme chama-se
Memories of Murder, um policial que foi largamente apreciado pela
crítica internacional e que infelizmente nunca chegou às salas Portuguesas.
Bong Joon-Hoo trabalha agora na sua longa-metragem, intitulada The
River, um filme catástrofe de grande orçamento em que a cidade de Seul,
quase num remake de um novo tsunami, é engolida pelas águas do mar.
INFLUÊNCIA
Memories of Murder narra a perseguição implacável a um serial
killer, baseado numa história verídica e passado na Coreia dos anos 80.
É um filme policial que se inscreve na linha dos thrillers americanos como
O Silêncio dos Inocêntes ou Se7en - Sete pecados mortais. Um
certo tom trágico-cómico dos protagonistas remete-nos também para o
universo de Takeshi Kitano.
IMAGEM
Embora jovem e com apenas dois filmes no currículo, Bong Joon-Hoo já
se impôs na cinematografia coreana com o seu estilo vivo e preciso. Uma
gestão perfeita do ritmo da narrativa e a riqueza das reviravoltas do
argumento de Memories of Murder, aliada à forma como dá corpo a
cada personagem da intriga, demonstra bem a sua maturidade como realizador.
Se o mega-projecto The River correr bem, pode ser o seu passaporte
para Hollywood.